Atleta Brasiliense se prepara para disputar as Olimpíadas de Tóquio

Caio Bonfim em competição. Foto: Acervo pessoal do atleta

A três meses dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio, o atleta brasiliense Caio Bonfim se prepara para sua terceira Olimpíada, mas sua rotina de treinos foi bastante afetada pela pandemia. Um dos grandes desafios para o atleta foi ter que ficar em casa e não poder treinar em outros ambientes. O atleta explica que seu ritmo só não diminuiu ainda mais graças à esteira que tem em casa. Apesar do uso do aparelho, Caio Bonfim comenta que não consegue fazer todos os quilômetros que ele fazia em um treino normal. 

Antes da pandemia, o atleta fazia em média de 25 a 30 km por dia, divididos em dois períodos. Já na quarentena os treinos foram completamente diferentes: “tive que adaptar minha rotina de treinos apenas na esteira, antes eu podia frequentar parques, mas com a pandemia, tive que impovisar tudo em casa”, explica. A segunda parte mais desafiadora, segundo o atleta, foi a incerteza quanto ao cancelamento ou adiamento das provas e dos jogos olímpicos. 

Em 2020, antes do início da pandemia no Brasil, Caio Bonfim ainda competiu a Copa Brasil de Marcha, em Recife (fevereiro) e a Copa Sul Americana de Marcha, em Lima (março). Seu retorno ao Brasil coincidiu com o agravamento da pandemia no país e todos os outros eventos programados foram cancelados, começando assim a rotina de treinos em tempos de lockdown. O atleta só conseguiu competir novamente em dezembro, nove meses depois da sua última competição. 

O calendário da Marcha atlética em 2021 segue bastante diferente, algumas provas ainda não estão acontecendo e outras estão sendo realizadas somente a nivel nacional. Mas mesmo com algumas restrições no calendário, Caio Bonfim ainda teve algumas competições neste ano, como a Copa Brasil de Marcha em Bragança-SP, em março, que ocorreu no estacionamento de um shopping, seguindo todos os protocolos de segurança. Mesmo com algumas competições, o atleta relata que o calendário sofreu muitas alterações e está competindo bem menos do que estava acostumado. 

Na reta final do preparatório para as Olimpíadas, Caio participara em maio da Copa PanAmericana de marcha atlética no Equador. Depois da competição, continuará sua preparação na Espanha onde participará de outra prova em junho. Da Espanha, o atleta segue para o Japão onde compete em agosto.  

Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio estavam previstos para acontecer em 2020, mas devido à pandemia foram adiados para 2021, ocorrendo de 23 de julho a 8 de agosto. Por causa disso, muitos atletas tiveram que procurar alternativas para não perder o rendimento nas suas respectivas modalidades e os treinos em suas residências se tornaram frequentes.

O JORNALISMO ESPORTIVO SE READAPTA NA PANDEMIA 

Da mesma forma que o esporte sofreu alterações em calendários e na organização de competições, o jornalismo esportivo também teve que se adaptar à pandemia. 

André Barroso, repórter do Globo Esporte DF, comenta que as pautas ficaram bem mais limitadas durante a pandemia. “As pautas passaram a ser feitas a distância, por meio de Skype e outros aplicativos, e com vídeos que os personagens iam enviando”, explica o repórter. A ida ao local de entrevista se dava somente em último caso e mesmo assim tomando todas as medidas de precaução, como a higienização dos materiais de trabalho e mantendo o distanciamento. Com a suspensão de muitos eventos, jornalistas esportivos precisaram investir em pautas mais frias e atemporais. 

O repórter comenta que com muitos campeonatos suspensos fica mais difícil conseguir pautas e, com isso, acaba perdendo muito do factual esportivo. “Ano passado tiveram vários programas esportivos que chegaram a ser cancelados por conta da suspensão dos campeonatos e com isso vários profissionais do esporte foram cedidos ao jornalismo, mas hoje os programas já estão voltando ao normal”, explica. André Barroso comenta também que antes da pandemia não havia preocupações com distanciamento, aglomerações e o modo de fazer as reportagens era mais próximo dos entrevistados. 

No dia 31 de março, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu uma liminar derrubando uma decisão judicial que proibia a realização de partidas no Distrito Federal. Com essa decisão, o DF voltou a receber grandes jogos, de muita relevância e repercussão. André Barroso comenta que a expectativa para o mundo esportivo do DF é muito boa, mas será tudo muito diferente do convencional, com muitos protocolos de segurança e sem torcida, o que deixa o esporte sem o conhecido “calor humano” do público.

André Barroso em Home Office. Foto: captura de tela do programa no globoPlay

Por: Stefany Fernanda

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