Ciberdemocracia: a influência das fake News no processo eleitoral.

Afinal, com o surgimento das novas Tecnologias de Informação e Comunicação, é natural que todas as necessidades humanas bem como a organização dos setores estejam estruturadas em volta da tecnologia. Diante disso, podemos afirmar que os avanços transformam o panorama das sociedades democráticas, no qual essas transformações afetam as relações sociais, e o funcionamento das atuais instituições e estruturas políticas.

Podemos dizer que quem não estiver conectado a essa rede mundial, ficará de fora dos processos econômicos e políticos que se desenrolam em tempo através dos caminhos da internet.

A velocidade dessas mudanças sentidas nas manifestações na rede, modificam as formas de interação entre os usuários de rede.  Isto significa que, as pessoas encontraram na internet um espaço para expressar suas opiniões. E, a forma de exercer a democracia nesse ambiente digital vem ganhando mais espaço na vida das pessoas como forma de disseminação de informações.

Você já reparou que muita gente compartilha conteúdo em grupos de aplicativos de mensagens sem verificar a veracidade das informações?

Pois é, a desinformação compartilhada nas redes sociais ou aplicativo de mensagens tem um sério impacto no nosso dia a dia, e em ano eleitoral mina a nossa democracia. Segundo o relatório produzido pelo Énois Contéudo, cerca de 75% dos jovens consomem notícias na internet diariamente, sendo que as redes sociais são fonte de informação para 91% deles.

No Brasil, as últimas eleições foram marcadas pela utilização de Fake News de forma reiterada, principalmente pelo uso constante das redes sociais para disseminação de informações. Dessa forma, a proliferação de notícias falsas (fake news) é um fator que gera reflexos diretos no processo eleitoral, considerando que a corrida política para obtenção de votos pode possibilitar a divulgação e compartilhamento de questões falsas em relação a conquista de vantagens na corrida política, sem que os receptores confirmem a autenticidade da fonte. 

Se por um lado o acesso à informação se tornou cada vez ativa, por outro lado a proliferação de notícias falsas, apresentou um problema enfrentado pelos grupos sociais, ocasionados pela ampla repercussão de conteúdos ofensivos e que são capazes de gerar as mais variadas interpretações.

Não há como falar de tema tão polêmico sem adentrar na discussão do Projeto de Lei nº 2630, de 2020, que “estabelece normas, diretrizes e mecanismos de transparência de redes sociais e de serviços de mensagens privada através da internet”, para desestimular a disseminação de fake news ou manipulação de informações com potencial de dar causa a danos individuais ou coletiva. Dentre os objetivos da lei de combate à Fake News, elencados no artigo 3, estão: o fortalecimento do processo democrático por meio do combate à desinformação e do fomento à diversidade de informações na internet no Brasil; a busca por maior transparência sobre conteúdos pagos disponibilizados para o usuário; desencorajar o uso de contas inautênticas para disseminar desinformação nas aplicações de internet.

No podcast de hoje combater a Desinformação

Parte de todo nosso dia a dia está diretamente ligado à internet, e ascensão de novos meios tecnológicos voltados para a informação e comunicação, mudaram os hábitos da sociedade em geral, e acarretou diversas discussões sobre a revitalização da democracia. Nos últimos anos temos visto uma participação política da sociedade através da utilização de novas tecnologias e ferramentas, em que permite ao cidadão, de alguma forma, participar e acompanhar as atividades dos diferentes poderes, seja o Legislativo, Executivo ou Judiciário.
Mas, com a ciberdemocracia surgem novos contextos sociais, novas práticas de disseminação de informações através das redes sociais onde as tecnologias da informação servem para estimular notícias falsas durante o período eleitoral.
Neste sentido, no ambiente digital, da notícia rápida, do acesso ao conteúdo imediatista, surge um novo fenômeno, as chamadas notícias falsas, denominadas “fake news” que têm como ponto central a ausência de veracidade informacional, por consequência à facilidade de compartilhamento de notícias, potencializada pelo capitalismo e pela nova ordem que assolam os países, onde todos são formadores de opinião (pelo menos tentam), compartilhando informações falsas a todo o momento, sem qualquer preocupação com as consequências. Presente nos mais variados seguimentos, a ciberdemocracia migrou também, nas últimas décadas, para o cenário político, seja como meio de informar eleitores, fiscalizar e a transparência nas contas públicas ou, infelizmente, usada como mecanismo de desrespeito e divisão aos divergentes, o que poderia ter sido utilizado para discussão e aumento da qualidade dos debates tornou-se simplório, enraizado em um discurso eleitoral infame e digno de pouco conteúdo, mas não parou por aí, a Internet no cenário político estimulam o discurso do ódio nas redes sociais digitais.

Por: Elana Fabricia, Larissa Oliveira, Marysa Santos, Thayse Faustino, Walquíria Jorge 

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