Vida Digital: Mercado virtual se torna válvula de escape e cresce durante a pandemia

Internet é meio de saída para sobrevivência das empresas diretamente afetadas pelas medidas de restrição impostas pelo coronavírus.

Durante a pandemia da Covid-19, o comércio eletrônico ganhou maior dimensão entre a sociedade consumidora devido às recomendações de isolamento social. Esse fator ocorre devido ao processo de adaptação das empresas e do público para o ambiente virtual, a fim de não ter as atividades de compra e venda interferidas pela doença.

Desde o início do surto do Coronavírus no Brasil, em março, as vendas on-line cresceram e se tornaram uma válvula de escape para organizações e pequenos empreendedores faturarem. O e-commerce passou a ser uma prática comum em um cenário que trouxe oportunidade de reinvenção às rotinas de mercado. A possibilidade de obter mais uma fonte de lucro fez com que os antigos profissionais do mercado se adequassem às novas práticas digitais.

Conforme estudo realizado pelo Movimento Compre&Confie em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) entre janeiro e agosto de 2020, o faturamento do e-commerce no Brasil foi 56,8% maior que o mesmo período do ano anterior.

Para Renata Ferreira, autônoma e produtora de eventos, o processo de divulgação na internet, apesar de difícil, foi essencial para continuar com o trabalho de artigos para festas e buffet infantil. “Fiz promoções associando uma mercadoria a outra, o famoso combo, dando brindes quando havia fechamento de contrato. Eu tinha que garantir meu trabalho para não perder clientes, sempre pedia aos que já contrataram meus serviços para que curtissem a minha página e fizessem a divulgação do meu trabalho”, relatou a empreendedora Renata.

Segundo a ABComm, mais de 135 mil lojas se adaptaram ao comércio eletrônico. O estudo também aponta que os setores de moda, alimentos e serviços estão em alta nesse período. Os pedidos on-line passaram de 63,4 bilhões para 105,06 bilhões.

Realidade também vivenciada pela proprietária do Mega Frutti, Suzana Souza. Ela diz que antes da pandemia, já trabalhava com plataformas de entrega, mas a procura era bastante baixa. Suzana ainda relata ter visto suas vendas pelas plataformas aumentarem após o início da pandemia. “O aplicativo tinha vez que tocava uma ou duas vezes por semana e agora as vendas aumentaram 70%, nas plataformas e a outra parte o Instagram que ajudou muito a gente, nas mídias sociais, fomos forçados a aprender”.

E não foram apenas os empresários que sentiram as mudanças nas vendas. O entregador Pedro Antônio Soares, conta como o retorno dos clientes aos espaços físicos afetou seu trabalho.


Veja a entrevista completa com a empresária Suzana Souza e o entregador Pedro Antônio Soares.

Esse cenário também se tornou propício para o crescimento de empresas nativas digitais, como o Mercado Livre, que teve 101,8% de suas ações valorizadas entre abril e junho, o que, consequentemente, aumentou seu valor de mercado.

Em agosto, o Mercado Livre ultrapassou a Vale S.A e se tornou a empresa mais valiosa da América Latina. Segundo dados da consultoria Economatica, ela foi avaliada em US$ 60,6 bilhões, enquanto a tradicional mineradora brasileira ficou em US$ 59,3 bilhões.

Para Maurício Salvador, presidente da ABComm, o conforto é um dos fatores principais para essa ascensão do mercado virtual. Ele ainda sinaliza que essa prática continuará consistente no período pós-pandemia.

“O principal motivo que faz as pessoas comprarem no e-commerce de uma forma geral é a comodidade. Por essa razão, se essas pessoas foram bem atendidas e ficarem satisfeitas serão fidelizadas, então, quando a pandemia acabar, com certeza uma boa parte continuará fazendo suas compras na modalidade on-line”, afirmou.

O presidente também fala a respeito dos custos para inserir um negócio na internet, convidando os interessados a acessarem o site da ABComm para ter dicas de como montar um e-commerce.

“Os projetos mais interessantes que já vimos começaram a partir da simplicidade. Temos um conteúdo muito amplo no site da associação para quem tiver interesse, que ajudam a criar um e-commerce de maneira rápida, simples e barata”, concluiu Maurício.

Comprar on-line é seguro?

Com o grande crescimento desse novo cenário, dúvidas ainda surgem quando o assunto é compras on-line. Pesquisas mostram que nos primeiros 15 dias de março, quando deu-se o início do isolamento social, as vendas aumentaram 40%, e que atualmente 74% dos brasileiros fazem suas compras on-line. Mas apesar do grande número de consumidores, as reclamações também tem aumentado. De acordo com os Procons, de janeiro a junho foram registradas 164.907 queixas. 98% a mais em comparação ao mesmo período do ano passado, com 82.911 reclamações contabilizadas.

E no podcast de hoje, trouxemos mais dados sobre esse novo mercado virtual e dicas de como fazer compras seguras pela internet.

Ainda inseguro com o mercado on-line? Não fique! Tendo as devidas precauções e cuidados, você pode desfrutar de boas compras.

Por: Alexsander Abreu, Bruno César, Bruno Silva, Guilherme Nascimento, Maria Eduarda de Araújo, Wal Maia e Weslenny Rosa

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