Consumo de álcool cresce no Brasil

Pesquisa revela que mais da metade da população brasileira já tomou bebidas alcoólicas

IMG_20191010_112022(foto: Felipe Sousa)

Por Felipe Sousa

Os números relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas no Brasil vêm atingindo níveis alarmantes, maior até do que substâncias ilícitas. Dados trazidos pelo 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que mais da metade da população entre 12 e 65 anos consumiu álcool em algum momento da vida. 46 milhões de Brasileiros admitiram ter tomado ao menos uma dose nos 30 dias anteriores à pesquisa, ao mesmo tempo em que 2,3 milhões de pessoas apresentaram características que se encaixam na dependência alcoólica nos últimos doze meses pregressos ao levantamento.

Outro aspecto exposto pela pesquisa é a relação entre álcool e violência: 4,4 milhões de pessoas assumiram ter discutido com alguém sob influência das bebidas nos últimos doze meses. Destes, 2,9 milhões eram homens e 1,5 milhões eram mulheres. Responsável por inúmeros acidentes a cada ano, a mistura de álcool e direção também foi abordada: 14% dos homens brasileiros entre 12 e 65 anos reconheceram ter bebido e dirigido nos doze meses que antecederam o estudo. Entre as mulheres, esse número é de 1,8%

O consumo per capita de álcool pelos brasileiros saltou 43,5% em dez anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS): de 6,2 litros de álcool puro em 2006 para 8,9 litros em 2016. O Brasil é o terceiro país da América Latina que mais consome álcool e o quinto em todo o continente. A média de consumo nacional é de 6,5 litros, acima da média mundial.

Um estudo da revista científica britânica The Lancet confirmou que não há níveis seguros para o consumo de bebidas alcóolicas. Além de problemas de saúde como perda de memória, doenças hepáticas, cirrose, desnutrição, complicações gastrointestinais e impotência sexual no caso dos homens, o álcool também está relacionado a inúmeros problemas sociais como violência doméstica e urbana, acidentes de trânsito, perda de desempenho escolar e laboral, entre outros. Segundo o Ministério da Saúde, 1,45% das mortes ocorridas entre 2000 e 2017 foram causadas totalmente pela ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

Para a técnica em enfermagem Vera Martins, a aceitação do vício e de seu tratamento depende unicamente do usuário: ‘‘O alcoólatra tem dificuldades em assumir o vício e que precisa ser tratado, por mais que as pessoas falem, a família fale ou até ele de uma certa forma admita que está exagerando. O primeiro passo é a pessoa querer ser tratada’’, disse.

Vera acredita também que o impacto do alcoolismo na sociedade em geral se dá de dentro do seio familiar para fora: ‘‘Se o viciado afeta sua própria família, ali no contexto familiar tanto o próprio alcoólatra quanto seus familiares vão levar essa instabilidade para fora de casa, na escola, no trabalho, etc’’.

Vera Martins também fala sobre o impacto do álcool como droga lícita na sociedade em geral:

 

 

thumbnail_Yellow Illustrated Process Infographic


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s