Outubro Rosa: projetos ajudam na autoestima da mulher

Movimento internacional tem como objetivo principal compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama.

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Foto: Bruna Ferreira

Por: Bruna Ferreira, Gabriel Ellan Lobato, Letícia Christie e Samara Vigna.

O câncer é uma doença que sempre foi vista como extremamente assustadora, mas nos últimos tempos a fama de incurável está sendo deixada para trás. Programas, projetos e ações de prevenção, cuidado e conscientização têm se espalhado por todo o país e o mês de outubro, dedicado especificamente à visibilidade do câncer de mama, tem contribuído no processo.

De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA) o tumor na mama é o segundo tipo que mais afeta as mulheres, representando 28% de todos os novos casos. Entretanto, o Instituto Oncoguia diz que se o câncer for identificado logo em sua fase inicial a chance de cura é de 95%.

Os cuidados médicos são indispensáveis, mas também é fundamental que a mulher consiga cuidar de suas emoções. Institutos como o INCA, localizado na cidade do Rio de Janeiro, promovem eventos técnicos, debates, apresentações sobre o tema como uma forma educativa para apresentar informações sobre proteção e detecção precoce do câncer de mama. Algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) realizam ações que auxiliam na superação durante o processo de tratamento, não apenas no mês de outubro, como por exemplo ONGs que confeccionam perucas para as pacientes que perderam seus cabelos devido ao tratamento e alguns tatuadores, que promovem ações para “reconstruir” a imagem do bico do seio e para cobrir cicatrizes deixadas pela cirurgia.

Alice Correa Brito descobriu um câncer na mama em 2009. No mesmo ano ela iniciou o tratamento com cirurgia e quimoterapia. “Eu não trabalhava muito e não tinha tempo para aproveitar as coisas boas da vida, como passear com minha filha, ir ao shopping ou tomar sorvete. Hoje eu aproveito muito mais a vida, aproveito a segunda chance que Deus me deu. A jornada foi longa, mas quando temos Deus, tudo fica mais fácil e leve”, contou Alice Brito.

Alice viu na tatuagem uma solução para se sentir melhor e conta que ficou sabendo do procedimento por meio de sua oncologista. “Eu me interessei, pois, meu seio tinha ficado bem diferente, embora estivesse simetricamente parecida. Acho que faltava a tatuagem, o marrom da aureola, para que eu pudesse me sentir completa. Então entrei em contato e fiz esse procedimento. Desde então sou uma pessoa muito feliz, sorridente, não reclamo de nada, para mim tudo está bom” afirma.

O tatuador Diego Belmiro, do estúdio Catuaba em Nova Friburgo (RJ), trabalha num projeto que realiza o procedimento em mulheres que passaram pela cirurgia de retirada da mama, chamado Florescer. “O projeto teve início quando Rodrigo Catuaba fez a tatuagem de um mamilo em uma mulher da nossa cidade, fez de forma comercial normal e aí quando ele viu a felicidade dela na frente do espelho de ser ver completa de novo, ele teve essa ideia para o projeto”, contou Belmiro.

Segundo Diego, a principal dificuldade no início do projeto era o preconceito. Confira.

O tatuador afirma que é possível se sentir linda mesmo depois de ter passado por uma cirurgia que fisicamente transformou o corpo da mulher e como seus desenhos resgatam a sua autoestima:

Diego Belmiro também comentou sobre a gratuidade do trabalho.

Em Brasília, é possível encontrar projetos semelhantes no Brasília Festival Tattoo e com profissionais locais, como é o caso do tatuador Pedro Emanuel do BudTattoo, entre outros.

Ao falar sobre o projeto, Pedro Emanuel se emociona pois vivenciou de perto a luta contra a doença. “É muito importante, pois dentro de casa tenho uma pessoa mais que especial que venceu essa guerra. Minha mãe venceu o câncer de mama há 5 anos e eu acompanhei, ajudei e auxiliei em todo o processo, desde a descoberta até tratamento de cura” afirmou o tatuador brasiliense.

O propósito maior desta ação é fazer com que mulheres que passaram pela mastectomia (retirada parcial ou total da mama) voltem a sorrir, se amarem e se olharem, sem medo e sem vergonha. Fazer com que elas floresçam em saúde, vida espiritual física e emocional.  O tatuador ressalta que o trabalho, feito de forma gratuita, pode proporcionar alegria para que elas se olhem no espelho e possam ver uma linda obra de arte, algo sútil, harmonioso, com uma característica e personalidade de cada pessoa. “O que elas passaram, não tem dinheiro que venha suprir o sofrimento, mas posso proporcionar algo que venha trazer alegria, conforto, bem-estar e o mais importante: auto estima” pontuou Pedro Emanuel.

 Câncer de mama – o cuidado é fundamental

Conhecer o corpo é essencial, pois dessa forma a mulher poderá identificar com maior facilidade qualquer tipo de alteração na região mamária. Além do autoexame, mulheres com idade entre 40 e 69 anos devem realizar o exame de mamografia pelo menos uma vez por ano, para garantir que qualquer alteração seja identificada rapidamente.

Existem muitas maneiras de lidar com esse tipo de tumor, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia. No entanto, a forma mais adequada ao tratamento varia de acordo com o tipo e o estágio da doença. Os principais fatores de riscos que estão ligados ao desenvolvimento desse tipo de câncer são: excesso de peso, falta de exercício físico e o consumo de bebidas alcoólicas. A prevenção não é totalmente possível, pois depende de muitos fatores, mas de forma geral ela é baseada no controle de fatores de risco e na estimulação aos fatores protetores.

Para reduzir os riscos é importante manter uma dieta balanceada, praticar atividades físicas. A amamentação é considerada como um fator protetor, porque, enquanto o bebê suga o leite, é promovido um tipo de “esfoliação” do tecido mamário. Assim, caso existam células agredidas, elas são eliminadas e renovadas. Quando o período de lactação termina, várias células se autodestroem, até mesmo as que poderiam ter algum tipo de lesão no material genético. Outra vantagem é que as taxas de alguns hormônios que favorecem o desenvolvimento do tumor na mama caem durante o período de amamentação.

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