Jogos eletrônicos são esporte?

Conhecidos como eSports, a modalidade tem ganhado popularidade nos últimos anos

esporte

Por: Dinah Andréa, Mateus Sousa, Tainá Alves

Com o avanço da tecnologia, os esportes eletrônicos ganharam popularidade e reconhecimento nos últimos anos, especialmente entre o público jovem. Este nicho de jogos vem crescendo no Brasil, que também é palco de grandes eventos e competições, como o campeonato mundial de Counter-Striker da série Blast Pro Series, que ocorreu este ano em São Paulo, e a a Gamecon, realizada em Brasília no ano passado.

 Em 2017, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 383/2017 que propõe o reconhecimento, o fomento e a regulamentação dos esportes eletrônicos no Brasil, os chamados eSports. Segundo informações do site Senado Notícias, o autor do projeto, senador, Roberto Rocha (PSDB-MA), ‘as disputas esportivas em ambientes virtuais oferecem, assim como os esportes tradicionais, meios de socialização, diversão e aprendizagem’. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que “Qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia se qualifica em esporte”. E o doutor em biomecânica, Luciano Rosa, complementa “Uma atividade física é ao menos 20 respirações por minuto e frequência cardíaca acima de 100 batidas por minuto”.

Confira os gêneros de jogos mais populares

Jogos mais populares

É comum encontrarmos jovens que deixaram o hobby de jogar, como diversão, para se dedicar diariamente aos treinos para se tornar profissional nessa categoria. O que antes era apenas uma plataforma de lazer despertou em Alexandre Morais, estudante da ciência da computação, o desejo de se dedicar ao eSport. Hoje, bicampeão da Campus Party Brasília em League Of Legends, ele afirma que pretende continuar jogando profissionalmente.

Em entrevista ao Foca News, Alexandre Morais de tal, fala sobre seu amor pelos jogos e sobre o preconceito da sociedade. Confira:

Ainda que esse mercado não receba o devido crédito, é tanto investimento quanto no esporte tradicional, pois envolve, criação, designer, efeitos sonoros, música, animação, modelagem, e claro o desenvolvimento de sistemas, onde demanda muita organização dos colaboradores. 

E mesmo quando uma grande parcela da sociedade não pense que exista semelhança do jogo eletrônico e o tradicional, quando se adiciona o fator competitivo o eSport pode se tornar uma atividade de alto desempenho. Embora funcione em meios diferentes e com mecânicas diferenciadas, toda aquela sensação de diversão e competitividade ainda existe.

Um jogador profissional de esporte eletrônico atua como qualquer atleta de alto desempenho, existem rotinas pesadas de treinamento, trabalho em equipe, estratégias a serem seguidas. “Acredito que um jogador profissional de eSports não difere muito de um jogador profissional de qualquer esporte tradicional a não ser por como ele desenvolve seu esporte. Mas essa diferença está presente quando comparamos qualquer tipo de esporte”, destacou Stéfan Amaral, analista de sistemas.

Para Amaral, a sociedade não tem noção do tamanho do mercado dos jogos eletrônicos, que de forma geral sempre foram vistos como algo voltado para crianças, “Mas esse cenário está mudando, com seus projetos de alto custo e faturamento superior ao cinema, os jogos eletrônicos estão deixando de ser encarados como brincadeiras de criança”, afirmou o profissional de tecnologia.


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