Período de seca exige cuidado com a saúde

Profissionais ensinam como os universitários do DF podem amenizar os efeitos causados pelo forte calor

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Foto: Sara Pereira

Por Tainá de Sousa, Samara Vigna e Sara Pereira.

As manhãs frias e as tardes quentes têm causado desconforto aos moradores da região Centro-Oeste. Com mais de 100 dias sem chuva, os jovens estudantes têm sofrido com doenças de pele e problemas respiratórios causados pela baixa umidade do ar e as altas temperaturas. A Defesa Civil emitiu sinais de atenção, de alerta e de emergência aos brasilienses.

A umidade do Distrito Federal tem ficado abaixo dos 20%, quando o ideal seria acima de 30%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).  Os estudantes, que ficam muito tempo sentados nas salas de aula, precisam redobrar os cuidados com o corpo.

O clínico geral e radiologista, Vinicius Alves, em conversa com o Foca News, apresentou dicas de como lidar com este clima. De acordo com especialista, a garrafinha de água é imprescindível, o protetor solar pelo menos de fator 30, aplicados de duas a três horas, e os hidratantes para pele e lábios, não podem ficar de fora das mochilas.

“A umidificação das nossas vias aéreas fica bastante prejudicada, e este é um fator muito importante para a defesa do nosso organismo contra as doenças que acometem o nosso trato respiratório. A gente, assim, fica mais suscetível a desenvolver as ‘ites’: rinites, sinusites, faringites, dermatites”, aponta Vinicius Alves.

Entre as recomendações que devem ser adotadas para prevenção dessas doenças e da desidratação estão: beber água, aplicar o soro fisiológico no nariz, manter a casa limpa e arejada, evitar o ar condicionado e evitar a prática de atividades físicas no período entre as 10h e 16h.

Confira as indicações médicas na íntegra:

Vida de estudante

Renata Rosentalski, estudante de fisioterapia na Universidade Católica de Brasília, relata que no período da seca sua asma piora significativamente. “Quando chega esta época do ano, as crises de asma são muito mais frequentes, preciso tomar as medicações com mais frequência (aerolin e prednisolona) e muitas vezes é necessário ir ao hospital para que outras condutas sejam realizadas para melhorar”, afirmou Rosentalski. De acordo com a estudante, “os sintomas que aparecem são a tosse seca, sensação de falta de ar e o chiado, que pioram durante a noite”. A dermatite de Renata também se agrava e provoca coceiras intensas nesse período.

Laíce Fidelis, estudante de fisioterapia no Centro Universitário Estácio – Taguatinga, também sofre muito com a seca. “Fico gripada, com o nariz entupido, tendo que respirar pela boca. Meus lábios ficam muito secos, pele e cabelo ressecam bem mais também”, contou a estudante que mora em Vicente Pires e tem os problemas ainda mais agravados por causa da poeira das obras nas ruas da unidade administrativa.

A estudante de biologia no CEUB da Asa Norte, Helena Santos, disse que a época de seca prejudica principalmente sua pele. “Ela (a pele) fica extremamente vermelha, empolada e coçando. Mesmo tomando diversos cuidados para amenizar os sintomas (tomando bastante água, passando pomadas, óleos hidratantes) ainda sinto muitos incômodos por conta da baixa umidade”, destacou Santos.

Pesquisa realizada pelo Foca News com universitários do DF, aponta que mais de 90% dos estudantes sentem algum sintoma durante o período de seca. De acordo com os dados coletados, mais de 60% afirmam que a faculdade onde estudam não se preocupa em tomar medidas para diminuir os efeitos causados pelo calor.

Infográfico

Ao serem questionados sobre qual providência gostariam que a faculdade tomasse, as respostas mais apresentadas pelos acadêmicos foram: horário de aulas reduzidas, disponibilização de água gelada nos bebedouros, e ainda, o incentivo ao consumo de água.

O levantamento aponta, ainda, que 93% dos entrevistados sabem da importância de beber água. Porém, apenas 50% deles consomem ao menos 1 litro por dia, conforme as orientações médicas.

Alimentação

Para os especialistas, os cuidados com a alimentação também são de suma importância para auxiliar na diminuição dos efeitos causados pela desidratação nesta época. Contudo, nem todos os estabelecimentos estão preparados para atender á essa demanda. “Não criamos nenhum cardápio específico para seca. Porém, durante o período de estiagem, vendemos mais alimentos frios, como saladas, sucos e sobremesas geladas.”, afirma Katiuce Teixeira funcionária da Pepê Lanches, uma das lanchonetes presentes no Centro Universitário Estácio de Brasília.

A nutricionista Victória Eulálio orienta como amenizar os efeitos da seca e como se manter hidratado.

Época de seca

Desde o início do mês de agosto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem emitido alertas laranjas para o Distrito Federal, aviso que ocorre quando a umidade pode ficar abaixo dos 20%.

Segundo o meteorologista do Inmet, Olívio Bahia, a probabilidade de chuva no DF atualmente é nula. “Nos próximos dias o tempo permanece seco e relativamente quente, com temperaturas mínimas de 14° ou 15º e a máxima na casa dos 30°, enquanto a umidade do ar permanece entre 15 e 20%, com riscos alarmantes de focos de incêndio”, afirmou Bahia.

Quando questionado se com o fim do inverno as chances de chuva podem aumentar, o meteorologista explica que não há garantias. “A primavera terá início exatamente às 4h50 da manhã do dia 22 de setembro. Nossa expectativa é de que chova nos primeiros dias da estação, é o que esperamos, mas não tem nada que indique que vá acontecer”, relata o profissional.

 

 

 


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