UnB: como fica o orçamento?

A universidade é alvo de redução anunciada pelo Ministério da Educação e pode ter investimentos comprometidos

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Com 57 anos de existência, UnB é foco de críticas do governo. (Foto: Guilherme Nascimento)

Por Guilherme Nascimento

Com o corte preventivo de 30% no repasse de verbas à Universidade de Brasília (UnB) anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no final de abril, o orçamento da instituição poderá ser comprometido. Eventos políticos, manifestações públicas e festas são fatores que incentivaram a decisão do governo.

Conforme as declarações do chefe da pasta, Abraham Weintraub, em reportagem publicada pelo O Estado de S. Paulo, esse bloqueio de custos abrangerá instituições que promovem “balbúrdia”.

“Universidades que, em vez de procurarem melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, afirmou o ministro.

Em contrapartida, a UnB declarou em nota ao Foca News que é um local para livre debate e que não promove eventos de cunho político-partidário em seus espaços.

“Como toda universidade, é palco para o debate livre, crítico, organizado por sua comunidade, com tolerância e respeito à diversidade e à pluralidade. ”- Apresenta a assessoria.

O trabalho da UnB tem sido reconhecido internacionalmente, segundo avaliação do Times Higher Education, ela foi considerada a 8ª melhor instituição de ensino superior brasileira, além de ter a nota máxima (5) no Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC.

Orçamento

O orçamento da UnB é composto de duas fontes, Recursos Próprios, num montante de 103,5 milhões de reais, e do Tesouro, na ordem de 154,6 milhões, totalizando 258,1 milhões para despesas discricionárias de investimento e custeio.

O bloqueio, anunciado pelo governo, afeta os recursos originados da fonte Tesouro. Conforme a nota emitida pela instituição, o impedimento econômico se refere ao valor de 38,2 milhões de reais. Entenda melhor no infográfico abaixo:

INFOGRÁFICO (Orçamento UnB para 2019)

O que pensam os alunos?

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A Biblioteca Central (BCE) é um dos principais pontos de estudo do local. (Foto: Bruna Massino)

Os estudantes da instituição temem não conseguirem se formar no prazo e terem os projetos comprometidos com o bloqueio. Ana Clara Carvalho, graduanda do curso de licenciatura em Letras Português da UnB, considera importantes os projetos construídos pelos alunos e questiona como eles serão desenvolvidos.

A estudante também ressalta que a sociedade também sofrerá, pois, o dinheiro investido retorna indiretamente à população.

Em meio a todo esse processo, a faculdade alega não ter recebido nenhum comunicado oficial sobre o corte, mas, tem a expectativa de que esse bloqueio possa ser revertido.

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