Aplicativos mudam a forma dos brasilienses se deslocarem

A tecnologia está conduzindo o dia a dia das pessoas com mais praticidade e rapidez

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Usuário andando na bicicleta do +Bike – transporte compartilhado do Governo do Distrito Federal (Foto: Estevan Furtado)

Por Arthur Souza e Estevan Furtado

A mobilidade urbana está longe do ideal. Em um mundo dominado pela tecnologia, aplicativos são importantes aliados da população no caos do trânsito que toma conta das grandes cidades. Em Brasília, nos horários de pico, as avenidas, paradas de ônibus, rodoviárias e estações do metrô ficam lotadas, causando atrasos e transtornos que são rotineiros dos moradores do DF.

É aí que entram os aplicativos (apps). Graças a eles, quem não precisa fazer uma viagem tão longa, pode utilizá-los como alternativa para escapar dos engarrafamentos quilométricos e do aperto que existe tanto nos vagões do metrô quanto nos coletivos que rodam na capital e entorno.

Para Matheus Leite, Gestor em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), os aplicativos têm oferecido diversas opções para incrementar a mobilidade urbana do DF.

“Hoje nosso transporte público é caro e precário, e as soluções que estão chegando na cidade são baratas e eficientes tanto para curto quanto para longo alcance. Temos o Uber, 99pop e Cabify que trabalham com motoristas, além do Yellow e o Grin que oferecem bicicletas e patinetes elétricos”, afirma o tecnólogo.

Matheus comentou ainda sobre o potencial para usufruir bem dessas novas tendências de aplicativos.

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Gestor de Tecnologia da Informação – Matheus Leite (Foto: divulgação)

Sistema facilitador

É comum se deparar com bikes e patinetes ‘largados’ em qualquer lugar, porém, não pense que os meios de transporte estão ali por acaso, afinal, este é o diferencial de alguns ‘apps’. Não é preciso mais encontrar um ponto específico para terminar a viagem, graças ao sistema dockless – sistema de compartilhamento que não utiliza estações de travamento -, o usuário pode colocar o veículo onde precisar.

A maioria do apps possuem o funcionamento bem parecido, basta baixá-los na loja compatível com seu smartphone, e após cadastrar seus dados, é necessário a permissão para que o aplicativo saiba a localização do seu aparelho. Desta forma, ele consegue te mostrar tanto o local mais próximo que possui um dos tipos de veículos disponíveis quanto a *área de atuação da empresa para que você estacione o meio de transporte, depois da utilização.

*Vale lembrar que algumas empresas podem cobrar taxas caso o veículo não seja deixado dentro da área de cobertura.

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Bicicletas compartilhadas da Yellow e patinetes elétricos da Grin (Foto: Estevan Furtado e Arthur Souza)

Depois disso, basta inserir créditos da forma que achar mais conveniente e liberar a bicicleta ou patinete. O app +Bike utiliza pontos fixos de retirada e entrega, já o Yellow e o Grin possuem o sistema dockless. Confira abaixo como utilizar os aplicativos e as cidades onde eles já estão disponíveis:

Veja como funciona o Yellow

Veja como funciona o Grin

Veja como funciona o +Bike

O da minha mãe é melhor.

Vida fora da tecnologia

Mesmo tendo a tecnologia como um aliado, não são todos que usufruem dela, e com isso, alguns moradores da capital pedem por locais que sejam mais espaçosos e pela melhora no transporte público. Aqueles que utilizam os ônibus e metrôs, reclamam da falta de amplitude nas vias e da lotação nos transportes.

O estudante de jornalismo na Universidade Paulista (Unip), Jonathan Luiz, chega a pegar três ônibus para chegar até a faculdade. Tudo isso para economizar, já que o custo das passagens é alto. “Se eu fosse optar por pegar um ônibus direto, pagaria uma passagem no valor de R$6,75, e isso fica inviável para mim”, afirma Jonathan.

O jovem não reclama do transporte, mas diz que é um trajeto muito longe e cansativo. “Com exceção do BRT que é lotado, os outros ônibus passam sempre nos horários e normalmente não estão cheios. Porém, eu demoro cerca de 2 horas para chegar até a faculdade e mais 2 horas para voltar. Perco 4h dentro do transporte todos os dias”, ressalta o estudante.

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Transporte público do Distrito Federal. Linha 106.2 – Estação Asa Sul / W3 Sul – Norte / L2 Norte – Sul (Foto: Estevan Furtado)

A falta de investimentos, infraestrutura e inconclusão de obras fez com que a capital entrasse para o indicie das cidades com mais congestionamentos no país. De acordo com uma pesquisa feita pela empresa TomTom – de navegadores GPS –, Brasília ocupa o 8º lugar no índice de metrópoles com pior trânsito. Em média, durante o período da manhã, os brasilienses gastam 32% do seu trajeto de viagem no trânsito. Já no período da tarde esse número sobe para 48%.

Entrevistamos o Doutor em Engenharia de Transportes, Pastor Willy Gonzales. Na oportunidade, abordamos assuntos relacionados a mobilidade urbana do Distrito Federal, onde o profissional pôde esclarecer dúvidas sobre o tema. Confira abaixo:

 


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