Calouros enfrentam dificuldades no ensino superior

Por não dominar conteúdos no ensino médio, calouros relatam transtorno para conseguir acompanhar o ritmo da universidade.

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Foto: Dora Mendes (Alunos do curso de Direito)

Por Dora Mendes e Vinicius Lopes

Boa parte do ensino médio ofertado aos alunos no Brasil, não é satisfatório, estudantes chegam ao ensino superior com dificuldades educacionais, pesquisas revelam que, o ensino básico da educação precisa ser estruturado para que haja um melhor desenvolvimento.

Sete de cada dez alunos que chegaram ao fim do 3º ano, tem dificuldade em português e matemática, é o que diz o dado divulgado pelo ministério da educação (MEC) dificultando assim, a adaptação com a nova realidade de ensino oferecido no nível superior.

Quais as dificuldades os calouros sentem ao chegar no ensino superior?

Igor Henrique, do 1º semestre do curso de Engenharia Eletrônica do Centro Universitário Estácio de Brasília, diz que sentiu dificuldade. Eu senti muita dificuldade na língua portuguesa em sí, e dentro da faculdade eu penei muito para usar nomenclaturas, como modo de tratamentos e modo de fazer uma análise de textos. Foi difícil no começo até me adaptar, afirmou o aluno.

Já a estudante Beatriz Francelino, caloura do curso de Estética e cosmética da faculdade LS-Educacional, diz que a maior dificuldade de quem ingressa no nível superior é em relação as matérias da grade curricular.  É como minha professora de sociologia (Marilza Saraiva) comentou, nós professores, precisamos ensinar tudo de novo, justamente pelo fato de certos ensinos não terem sido bons. Completou ela.

Leticia Santos, do Centro universitário Estácio de Sá de Brasília, do curso de fisioterapia, diz que, por ter feito cursinho preparatório, sua dificuldade foi menor em comparação aos colegas de classe, que vieram direto do ensino médio.  Como eu não fui direto da escola, passei um ano fazendo cursinho, eu não senti muita dificuldade, porque muita coisa eu realmente aprendi no cursinho, mas o que eu vejo, é que muito dos meus colegas de classe sentem dificuldade elevada em português, em questão de fazer um texto, saber a diferença de um resumo e uma síntese, percebo também que eles têm dificuldade em ler artigo cientifico, interpretar.  Mas tudo isso foram coisas que eu aprendi no cursinho, na escola não teve disse Leticia Santos.

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Fonte: Inep – 2016

 

As universidades se preparam para receber os calouros?

Os centros educacionais não estão preparados para receber os novos alunos com defasagem no ensino anterior. Universidades públicas como USP (Universidade de São Paulo) e UNB (Universidade de Brasília) compartilham em suas páginas as boas vindas, Semana de Recepção aos Calouros para adaptar-se melhor ao novo ambiente, mas, nada em relação a algum tipo de ajuda educativa.

Igor afirma que a instituição Estácio de Brasília, se preparou orientando os professores a fazerem grupos de estudos, no intuito de suprir às dúvidas possíveis de cada aluno.

De acordo com a pesquisa feita pela Nube, (Núcleo Brasileiro de Estágios LTDA, para que os universitários possam ter uma melhor compreensão, as faculdades precisam disponibilizar conteúdos impressos, áudio visuais e digitais para nortear melhor suas atividades.

Em geral, os alunos precisam se adaptar à nova realidade e acompanhar o modo de ensino. Existem programas gratuitos, os quais ajudam os calouros a revisar os conteúdos estudados a muito tempo, como por exemplo, o EducaBras, que possui uma plataforma com todas as matérias estudadas no ensino médio. Outro aplicativo louvável é o Partiu Revisar|Estudar.

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Foto: Dora Mendes (Alunos do curso de Pedagogia)

 

O que fazer para solucionar as dúvidas dos alunos que vem do ensino médio?

Afonso Mendes, professor do ensino superior e médio, diz como os calouros podem tentar resolver algumas das dificuldades existentes.

A coordenadora do curso de matemática do Centro universitário Estácio de Brasília, Andreia Júlio, que já teve também experiência na coordenação de pedagogia, diz que os alunos ao chegarem na universidade precisam imergir no sistema da instituição, afirma também, que com relação ao conteúdo e metodologias, percebe que os universitários precisam se dedicar mais ao conhecimento para suprir dificuldades da leitura e do momento de estudar. “O aluno não está habituado com textos e artigos técnicos que são colocados dentro de uma universidade, não está habituado com a escrita, o habito de estudos, de interagir com as aulas, de apresentar seminários, de fazer as avaliações e ser cobrado, isso traz um stress muito grande para esse aluno”. Afirmou ela.


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