Maioria dos estudantes universitários não usam camisinha nas relações sexuais

A principal queixa dos universitários é o incômodo com o produto, que evita transmissão de DST’s e gravidez indesejada

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Foto: Paloma Carvalho

Por Aline Torres e Paloma Carvalho

A entrada para a universidade possibilita a muitos adolescentes, jovens e adultos, a formação profissional e ao mesmo tempo em que permite a transição para o mundo ainda desconhecido e repleto de novas experiências, principalmente  sexuais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Brodda em 2017, 60% dos universitários brasileiros , ou 4,8 milhões de pessoas, não usam preservativo nas suas relações sexuais. Apenas 32% declararam sempre usar camisinha, 12% nunca usaram e 18% disseram que usam na minoria das vezes.

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E é no meio acadêmico que muitos jovens acabam tendo relações de maneira “perigosa” (sem o uso de métodos contraceptivos ou de proteção contra DST’s). Muitos acabam ouvindo opiniões de colegas ou conversando em redes sociais sobre o assunto e encontram  muita ideia errada daquilo do que é verdade sobre  relações sexuais.

Segundo artigo científico da Dra. em Pediatria Maria Lúcia Passarelli que trata do comportamento sexual entre jovens universitários,  afirma que a sociedade atualmente é erotizada, no qual os jovens recebem de forma direta ou não, mensagens equivocadas sobre o que é bom e ruim em relação à sexualidade, muitas das vezes essas mensagens vêm das redes sociais.

É comum que os jovens não percebam os riscos e possam negligenciar a importância do uso de preservativos, a proteção que eles proporcionam, muitas vezes por simples falta de informação ou por não gostar da sensação do uso da camisinha. Isso faz com que estejam vulneráveis ao HIV/Aids e outras DST’s, além da ocorrência de gravidez indesejada.

Ainda segundo o artigo, parte da sociedade permite que a vida sexual se inicie sem clareza suficiente entre o que se deseja e a influência sofrida pelos companheiros ou pela própria sociedade. No entanto, esses jovens acabam ouvindo opiniões externas por não ter esse tipo de conversa dentro de casa. Muitos pais não se sentem à vontade para conversar sobre sexualidade com os filhos.

O que diz o especialista?

Daniel Torres é Biomédico do Laboratório Sabin e recebe todos os dias centenas de material biológico para identificação de doenças. Ele afirma que “O importante, é dar o primeiro passo e procurar um médico para fazer os exames necessários e receber tratamento adequado. A maior parte das DST’s pode ser tratada de forma rápida e segura, desde que sejam detectadas precocemente. Mesmo DST’s virais, como herpes e HIV, que não tem cura, podem ser controladas, ao ponto de não serem detectadas e não apresentar qualquer tipo de sintomas”.

O que dizem alguns estudantes?

Os aluno David Jordan da Universidade Estácio de Brasília  e Álex Marques, da faculdade Projeção de Brasília, afirmam que é importante o uso da camisinha e que os jovens precisam ter mais responsabilidades no momento da relação sexual.

Onde encontrar?

Deve-se lembrar que camisinhas são distribuídas de forma gratuita em postos de saúde. Além disso campanhas são realizadas periodicamente para  a conscientização de fazer  exames para detecção de AIDS/DST’s. Em dezembro é promovida a Campanha Nacional de Prevenção de HIV/AIDS, o mês vermelho, que tende a estimular o uso de preservativos.


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