Transtorno de déficit de atenção no ensino superior

 Especialista explica o porque muitos alunos desistem no meio do caminho.
whatsapp-image-2019-04-08-at-10.19.30.jpegAlunos do curso de Jornalismo da Universidade Estácio de Sá Brasília /Foto: Dora Mendes

EPor Dora Mendes e Sabrina Santos

O TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade), é um distúrbio neurológico crônico que afeta crianças e adultos mundialmente.

Alguns dos sintomas desse tipo de distúrbio são falta de foco, comportamento impulsivo e a mudança de humor. Normalmente esses sintomas se manifestam na infância, podendo durar até a fase adulta, se não for devidamente diagnosticado e tratado.

Segundo a psicopedagoga Elinete Silva ,“o transtorno faz com que algumas morbidades apareçam ,quando o aluno não consegue focar, consequentemente ele terá dificuldade em entregar os exercícios em tempo hábil. Fazendo com que o aluno fique ansioso e com a autoestima baixa.”

De acordo com a Associação Brasileira do déficit de atenção (ABDA)  o transtorno atinge de 3 a 5% das crianças em idade escolar no mundo todo , levando em consideração a média desses dados, mais da metade dos jovens mantém a doença na vida adulta.

O TDAH na maioria das vezes é percebido na escola quando a criança demonstra dificuldade no aprendizado e concentração. Assim que o aluno é diagnosticado, ele deve ter um acompanhamento especial pelo educador, porém dificilmente isso acontece no âmbito escolar, fazendo com que o aluno se forme sem ter tratado devidamente o problema.

Na universidade a dificuldade do aluno com TDAH aumenta, pois nessa fase acadêmica o estudo é mais individualizado, o aluno tem que sobreviver sem o apoio da instituição e também do professor, fazendo que o aluno se sinta impotente e desestimulado.

Segundo a psicopedagoga Elinete Silva, “as universidades privadas e públicas no Brasil não contratam profissionais especializados no caso, porque acham que é desnecessário”.

Ela  conclui que por ter 15 anos de experiência na área ,tem certeza que se as  instituições acadêmicas tivessem esse cuidado seria de grande valia para os alunos diagnosticados com o problema. E  os  25% de alunos que deixam as faculdades  por não saberem lidar com o problema diminuiria.

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Descrição: Quantidade de alunos com TDAH que desistem do ensino superior.

A aluna Ana Beatriz de Araújo do 7º período do curso de jornalismo do Centro Universitário Estácio Brasília, descobriu que tinha TDAH quando ela estava na 6º série, seu rendimento escolar caiu e sua mãe foi chamada na coordenadoria da escola e aconselhada a levá-la em uma psicóloga.Assim ela foi diagnosticada com Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade e depois foi encaminhada para uma psiquiatra para receitar os remédios para o tratamento do distúrbio.

“As instituições deveriam ter uma atenção maior com esses alunos, é muito difícil um aluno com TDAH se concentrar em uma aula em que o professor fala o tempo todo e não tem nenhuma dinâmica. Hoje em dia está mais fácil, pois aprendi a lidar com a situação, mas muitos alunos ainda não”. Diz a aluna Ana Beatriz.

Com base na monografia de Priscilla de Albuquerque Almeida, aluna de psicopedagogia da Univerdade federal da Paraíba ,a carreira universitária dos alunos com TDAH é comprometida, e as características de algumas das dificuldades que os alunos com o distúrbio normalmente tem, são em executar tarefas em tempo hábil, não conseguir se organizar, não memorizar informações importantes e não conseguir administrar o tempo.

A aluna Nayara Vasconcelos do 8º período do curso de jornalismo do Centro Universitário Estácio Brasília foi diagnosticada com TDAH e sofre por ter dificuldades no ambiente acadêmico.

O tratamento:

Com indicação médica, os jovens diagnosticados tentam lidar com a doença através de medicamentos e terapias.  É comum que os jovens também participem de grupos de apoio para fazer trocas de experiência juntamente com outras pessoas que tem o mesmo objetivo, lidar com o TDAH e ter uma vida mais simples.


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