Body Art: O corpo utilizado como tela

Vertente artística surgiu na década de 60 e tem como sua principal característica o uso do corpo na realização de trabalhos artísticos

Por Ana Cicília Souza e Diego Gásper

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A arte de pintar o corpo tem origem em rituais religiosos e culturais, sendo utilizada desde povos indígenas – que a utilizam com fins estéticos bem como um meio de se preparar para a guerra.

A prática também é comum entre outros povos como os hindus – onde a pintura de noivas no casamento é tida como símbolo de sorte.

Já a Body art é uma vertente da arte contemporânea originada na década de 60, cuja principal característica é utilizar o próprio corpo humano como tela e meio de expressão.

Surgiu como uma reação à impessoalidade da arte conceitual e do minimalismo. Difere-se da tradicional arte de pintura corporal por não envolver apenas a pintura e por muitas vezes incluir elementos contraditórios como violência e automutilação.

Seu precursor foi Marcel Duchamp (1887-1968), que dizia “tudo pode ser usado como uma obra de arte”, inclusive o corpo. Duchamp questionou os limites do conceito e o modo de fazer arte, dando início a reflexão sobre a “arte conceitual” bem como a relação do sujeito com o mundo.

Características da Body Art

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A Body Art é um convite à reflexão. O conjunto da obra pode estar contido apenas na obra em si – seus padrões, motivos e cores – ou então estar associada à Performance ou Happening de alguma espécie.

A tatuagem também pode ser usada como forma de expressão, assim como é feito com a pintura artística,  mas é preciso ressaltar que nem todas as tatuagens não são Body Art – a obra do Body Art exige exatamente que o padrão executado tenha significado para o público e não apenas para o artista.

É como também serem usados outros meios para expressar a visão do artista, como piercings, por exemplo.  Ou ainda utilizar atores como “pincéis vivos” como meio de se criar uma nova obra.

Suas obras costumam ser realizadas tanto em ambiente privado (onde pode ser fotografada ou filmada) quanto em ambiente públicos (o que o torna muito próximo ao teatro e à performance).

O maquiador paraense, Noah Correa é um dos artistas mais conhecidos da body art brasileira. Em um de seus mais recentes projetos, realizado em outubro deste ano, Noah representou através de sua arte, sua devoção à diversidade em um manifesto de resistência a favor do amor, da liberdade, e do amor livre.

Noah Correa
Fonte: Arquivo Pessoal/Noah Correa

 

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Ph: @hugofazfotos #Bodyart: by me com eles: @me.sant @claudiolguerra no @estudio.nu . #amor , sem medo do clichê! . . . No dia 14 de Outubro no Estúdio NU dez pessoas voluntárias para o projeto “Amor, Sem Medo do Clichê” em uma parceria com o Festival Satyrianas, cujo tema de 2018 levou esse mesmo nome. As fotos, que contaram com pintura corporal do artista Noah Correa e a genuína vontade expressiva das participantes em afirmar com os próprios corpos nus sua devoção à diversidade, compõem um manifesto de resistência a favor do amor, da liberdade, e do amor livre — fruto do casamento do amor com a liberdade. Publicado em 29 de Outubro, logo após as últimas eleições no Brasil, o projeto é um poema visual para soprar vida de volta aos povos desse século, tão carentes de Amor.

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