Tecnologia para o plantio

Fazenda da Embrapa, no Riacho Fundo II, é fonte de estudos e experimentos que transformam a vida rural com desenvolvimento de artifícios tecnológicos para a plantação e cultivo de alimentos

Por Alcino Meireles, Edimara Santos, Cristiane Noberto e Aline Gonçalves

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Imagem: Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa) reúne a maior parte das pesquisas em recursos genéticos e biotecnologia, na fazenda Sucupira, localizada no Riacho Fundo II, em Brasília. A empresa tem o intuito de promover inovações tecnológicas no cultivo e produção de alimentos. É referência mundial em pesquisas e tecnologias para a agricultura.

O Campo Experimental Sucupira Assis Roberto de Bem, no Riacho Fundo II, abriga laboratórios de biotecnologia de reprodução animal, onde conserva raças de animais ameaçadas de extinção (bovinos, suínos, ovinos, equinos, caprinos e asininos). Também é feito pesquisas na área vegetal, com algumas espécies florestais nativas e exóticas.

A fazenda promove eventos, debates, cursos e minicursos para funcionários internos, profissionais da agricultura e pecuária e estudantes de todas as idades. Entre os cursos oferecidos estão os de Sistema da Qualidade; Cultura de Tecidos e Plantas; Biologia e manejo de meliponicultura; Microscopia de Força Atômica; produção de Bacillus thuringiensis: da bactéria ao produto; prevenção e controle de fungos e pragas em bibliotecas Curso de Coleta de Germoplasma Vegetal Curso de Nematologia. As datas podem ser acessadas no portal da instituição clicando aqui.

Papel fundamental em trabalho com transgênicos

Fundada no Brasil em 1973, a empresa vem auxiliando a vida rural até os dias de hoje. Trabalha no desenvolvimento e surgimento de novas tecnologias para os produtores nacionais e também atua em outros países.

A Embrapa trabalha principalmente no desenvolvimento de produtos transgênicos. O recurso foi criado nos anos 1990, por estudiosos internacionais, e desenvolvido pela empresa em solo nacional. A instituição também coopera internacionalmente, atendendo a necessidade de cada país, para diminuir a fome e aumentar a produtividade que se dá ao avanço das pesquisas científicas e a investidura em inovação.

A Embrapa explica que transgênico é sinônimo para a expressão “Organismo Geneticamente Modificado” (OGM). É um organismo que recebeu um gene de outro organismo doador. Essa alteração no seu DNA permite que mostre uma característica que não tinha antes. Na natureza, as alterações ou mutações naturais ocorrem com frequência. No caso de um OGM, os cientistas controlam essa alteração e depois estudam a fundo se o produto final é equivalente ao produto não modificado.

O infográfico abaixo explica como é feito a produção do transgênico na fazenda Sucupira:

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Projetos

Atualmente, na companhia, está sendo desenvolvido os seguintes produtos transgênicos:

  • Café com resistência à broca (Hypothenemus hampei), a mais nociva praga do café, capaz de causar perdas anuais de cerca de US$ 500 milhões.
  • Algodão resistente ao bicudo (Anthonomus grandis), um dos piores problemas enfrentados pelos cotonicultores no Brasil cujo controle pode chegar a 25% do custo de produção.
  • Cana-de-açúcar resistente à broca gigante (Telchin licus licus), a pior praga na região Nordeste do Brasil, onde causa perdas anuais de cerca de R$ 34 milhões, e com tolerância à seca.
  • Alface com 15 vezes mais ácido fólico, ou vitamina B9, do que as variedades convencionais.

Revolução dos trópicos

João Kluthcouski, conhecido como João k, pesquisador da Embrapa Cerrados, foi um dos criadores da “revolução dos trópicos”, uma técnica que funciona com plantios anuais como arroz, feijão, milho e soja. Uma tecnologia de fácil aplicação, que possibilita recuperar áreas que foram destruídas, com produção sustentável de quatro colheitas por ano que depende somente da chuva, e evita o desmatamento para novo espaço de produção.

“A tecnologia é capaz de dobrar a produtividade, quintuplicar a produção de pecuária sem alteração de custo e sem abertura de novas fronteiras agrícolas.” Explica João K, para a EBC.

Também é utilizado um sistema chamado “Carbono Zero”, que trabalha no desenvolvimento de métricas que permite associar a tecnologia de integração, o rastreamento da produção e a certificação da carne brasileira. Onde diminui a necessidade do uso de agrotóxicos na produção, e atuam na variação de clima e temperatura de um modo mais seguro.


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